Fiquei feliz da vida quando vi este fascículo de uma coleção sobre a II Guerra Mundial que a Larousse está publicando no Brasil. Além de ser muito barato, o papel é bom, com capa dura e a coleção de fotografias, muitas delas inéditas, é de deixar qualquer um rindo mesmo. A proposta desta edição, conforme nos explica o organizador Claude Quétel, é esboçar um panorama sobre a Guerra dando às mulheres o seu devido lugar enquanto participantes ativas daquele momento histórico. Nada mais justo! Seja como artistas que alegravam homens e davam sustentação ao status quo, seja como soldados indo diretamente para o front. Isso mesmo, o “sexo frágil” não se resumiu a ficar em casa rezando ou cuidando de seus feridos. É o caso das “lottas” da Finlândia, um dos exércitos mais antigos que se tem notícia composto exclusivamente por mulheres. A então princesa da Inglaterra e futura rainha Elizabeth também fez parte de uma divisão de serviços de retaguarda do exército britânico e é retratada trocando o pneu de um caminhão.
O mundo em Guerra canta. Canta suas tristezas e sua esperança por dias melhores. São a alemã Lale Andersen, a britânica Anne Shelton e a francesa Suzy Solidor que cantam, cada uma em sua língua, o sucesso absoluto da guerra: Lily Marlène (“O tempo passa depressa / Quando somos dois / Infelizmente nos deixamos / Aí está o toque de recolher… / Lembra-te dos nossos lamentos / Quando devíamos nos separar? / Diga-me Lily Marlène…”)















