Tirei uma tarde de domingo escaldante para ouvir alguns álbuns que eu considero os mais bacanas lançados em 2010. A música sempre age na minha vida como um ícone remetendo a sentimentos e vivências diversas. A maioria desses álbuns foram ouvidos em manhãs nubladas enquanto ia para o trabalho. Fizeram meus dias mais felizes.
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“Que lindo” é uma coletânea lançada neste ano com interpretações raras do Caetano Veloso entre 95 e 2007. Eu não conhecia até hoje quando fui vasculhar a discografia. Apesar de ser coletânea, incluir este álbum na lista serve para falar deste nosso grande compositor e intérprete cuja obra pude conhecer melhor nos últimos meses.
Tocava constantemente no rádio do carro o CD “O Bagulho é Doido” do MV Bill e a faixa “Língua de Tamanduá” chamava atenção com seu sampler da música “Qualquer Coisa” que abre o disco homônimo do Caetano lançado em 1975. Eu não conhecia “Qualquer Coisa” e vim a descobrir que tratava-se de um clássico. Esse disco do Caetano tinha três releituras incríveis de músicas dos Beatles (Eleanor Rigby, For No One e Lady Madonna) e foi lançado junto com outro álbum muito bom “Jóia”.
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Dois álbuns são apostas aqui de Porto Alegre cujo trabalho foi cristalizado este ano através do primeiro disco, ambos com o apoio do programa da Secretaria Municipal da Cultura, o FUMPROARTE (evidenciando a importância de ações como essas por parte do poder público).
A banda de rock O Apanhador Só aposta na irreverência e na beleza de suas letras. Misturando corpos estranhos como apitos, foles e tirando som até de uma roda de bicicleta, os rapazes ganharam destaque nacional e 2010 é definitivamente o seu ano.
A compositora e intérprete Gisele De Santi estudou música na Universidade Federal do RS e com seu disco homônimo nos deixa na dúvida se ela é melhor quando canta ou quando compõe. Uma garota que escreve como mulher madura, passeando por diversos estilos.
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Teresa Cristina já era um sucesso no Rio de Janeiro quando seu álbum foi lançado neste começo de 2010. “Melhor Assim” é um disco de samba. Predominam canções compostas por ela sozinha, além de três em parceria com Edu Krieger, Lula Queiroga e Arlindo Cruz. Destaque para “A voz de uma pessoa vitoriosa” e o samba está mais vivo do que nunca!













