Começa amanhã a 65ª edição do Festival de Veneza que, segundo a Carla Meneghini do G1 é um dos eventos mais importantes do calendário do cinema mundial e que serve como plataforma de lançamento para a temporada do Oscar.

Do Estado de São Paulo, o jornalista e crítico Luiz Zanin acompanha o evento com reportagens para o Caderno 2 e, é claro, com inspiradores posts diários no seu blog.

O Brasil participa do Festival de Veneza com Encarnação do Demônio, do José Mojica Marins e A erva do rato, do Júlio Bressane. Nenhum deles está na competição oficial.

Entrevistei Mojica Marins logo após assistir a pré-estréia de seu filme aqui no Cine Santander. Ele estava muito excitado com o seu tour internacional que incluía, além de Veneza, uma passagem por um Festival de Filmes de Horror na Espanha, no estilo do Fantaspoa, que incrementa o cardápio de eventos culturais da cidade.

O filme do “Zé do Caixão” teve um orçamento fantástico em relação aos seus dois filmes anteriores. Eu, enquanto estudante de jornalismo, gostei. Achei ousado; uma cena em que uma atriz sai de dentro da barriga de um porco. Sirva-se de sangue né.

Na entrevista, o Mojica disse que conversou há algum tempo com o diretor daquele filme das Aranhas Assassinas que passa na Sessão da Tarde e o cara perguntou pra ele quantos controles remotos o Mojica usou para controlar as aranhas em A meia noite encarnarei no seu cadáver. E o Mojica respondeu que aqui no Brasil a aranha é de verdade.

E é verdade mesmo, e dá pra assistir na Sala P.F Gastal da Usina, que está exibindo o filme do Mojica, um grande realizador brasileiro – que passou meteoricamente pelo circuito comercial. A programação da P.F. Gastal.

Já A Erva do Rato é um filme do Bressane que foi buscar inspiração na obra do Machado de Assis. Doravante (ainda se usa?) uma entrevista super-bacana com o Bressane no Blog do Cine Semana onde menciona o filme.