"Na fotografia existe um novo tipo de plasticidade, produto das linhas instantâneas tecidas pelo movimento do objeto. (...) dentro do movimento existe um instante no qual todos os elementos que se movem ficam em equilíbrio. A fotografia deve intervir neste instante, tornando o equilíbrio imóvel. Algumas vezes acontece de o fotógrafo paralisar, atrasar, esperar que a cena aconteça. Outras vezes, há a intuição de que todos os elementos da foto estão lá. É o instante decisivo."
Uma obra inspiradora e de luxuoso acabamento gráfico é o mínimo que se pode dizer desta Grandes Imagens da National Geographic (Editora Focal Point, R$ 200). Com organização da fotógrafa Leah Vandavid Dal, o livre reúne mais de 400 das principais imagens do acervo da NGS. Como podemos ler na aba do livro, essa é uma coleção “incomparável e inestimável de imagens emblemáticas que abrangem desde o final do século XIX até a primeira década do século XXI.” A National Geographic Society foi fundada nos EUA em 1888 por 33 homens interessados em “organizar uma sociedade para o incremento e a difusão do conhecimento geográfico”. (Wikipedia) Gardnier Greene Hubbard se converteu no primeiro presidente, e seu genro, Alexander Graham Bell foi seu sucessor. Seu propósito era divulgar e melhorar o conhecimento geral da geografia e do mundo entre o público geral. Para este fim, realiza viagens de exploração e publica mensalmente uma revista, a National Geographic.
Graham Bell é conhecido no senso comum como o inventor do telefone, fato já desmentido pelo Congresso Americano em 2002 que reconheceu o fato do italiano Antonio Meucci ter sido o primeiro cientista a transmitir a voz humana através de um dispositivo eletrônico. Isso não desmerece todos os outros inventos que Bell deixou para a humanidade, entre eles o telégrafo bem como suas pesquisas na área da medicina:
Alexander Graham Bell, o impetuoso segundo presidente da NGS, era entusiasta da fotografia, assim como seu circunspecto genro de 23 anos, Gilbert Hovey Grosvenor, primeiro editor da Revista. Em uma famosa carta datada de 5 de março de 1900, Bell já conclamava Grosvenor a publicar “imagens mais dinâmicas — de vida e ação — que contenham uma narrativa.” Como nos primeiros tempos a NGS contava com poucos recursos financeiros, Grosvenor aproveitou todas as oportunidades para adquirir fotos com pouca ou nenhuma despesa; E, como também adorava viajar, costumava fazer fotos de todos os locais que visitava, usando uma desajeitada câmera Kodak 4A de fole. Algumas de suas fotos saíram na revista.”
Algumas fotos:
Foto: William M. Rittase. Illinois, EUA, 1936 - Efeitos de Luz em Chicago
Foto: Joseph F. Rock. China, 1925. Um quinto dos blocos tipográficos necessários para imprimir a bíblia do budismo tibetano.
Foto: Robert Caputo. Eitreia, 1996. Líderes tribais contemplam o pôr-do-sol
Foto: O. Louis Mazzatenta. Paraguai, 1982. Construção da Usina de Itaipu
Foto: Lynn Johnson. Rússia, 2002. Estudantes do primeiro grau aprendem como agir durante ataque químico.
Foto: Carl Ethan Akeley. África Oriental, 1909. Morte na savana
Autor desconhecido. Sem data. Zanzibar, África. Presas de elefantes em um mercado.Foto: Dwight R. Kuhn. Maine, 1984. Louva-a-deus devora um gafanhoto.
Fiquei feliz da vida quando vi este fascículo de uma coleção sobre a II Guerra Mundial que a Larousse está publicando no Brasil. Além de ser muito barato, o papel é bom, com capa dura e a coleção de fotografias, muitas delas inéditas, é de deixar qualquer um rindo mesmo. A proposta desta edição, conforme nos explica o organizador Claude Quétel, é esboçar um panorama sobre a Guerra dando às mulheres o seu devido lugar enquanto participantes ativas daquele momento histórico. Nada mais justo! Seja como artistas que alegravam homens e davam sustentação ao status quo, seja como soldados indo diretamente para o front. Isso mesmo, o “sexo frágil” não se resumiu a ficar em casa rezando ou cuidando de seus feridos. É o caso das “lottas” da Finlândia, um dos exércitos mais antigos que se tem notícia composto exclusivamente por mulheres. A então princesa da Inglaterra e futura rainha Elizabeth também fez parte de uma divisão de serviços de retaguarda do exército britânico e é retratada trocando o pneu de um caminhão.
O mundo em Guerra canta. Canta suas tristezas e sua esperança por dias melhores. São a alemã Lale Andersen, a britânica Anne Shelton e a francesa Suzy Solidor que cantam, cada uma em sua língua, o sucesso absoluto da guerra: Lily Marlène (“O tempo passa depressa / Quando somos dois / Infelizmente nos deixamos / Aí está o toque de recolher… / Lembra-te dos nossos lamentos / Quando devíamos nos separar? / Diga-me Lily Marlène…”)
BINGO. Mais uma vez as redes sociais fazem justiça por meio das centenas de citações que pintaram em pouco mais de três semanas depois que o Cícero, 25, liberou seu trabalho de estreia, o “Canções de Apartamento”, para download grátis no Portal Musicoteca.
Capa do Álbum de 2011
Se antes para ter visibilidade neste país continental era indispensável uma passadinha no Faustão ou no Gugu, há um tempo a coisa é diferente e o Cícero vai longe ao gravar seu disco todo dentro de casa sem ser um milionário como o Paul McCartney já era em 1970 quando gravou seu primeiro disco solo na companhia da mulher e no aconchego do lar. Muitas pessoas gravam discos em casa, é verdade, mas acredito que estamos diante de um trabalho com admirável qualidade artística.
O próprio Cícero resume a situação numa conversa que teve com seus novos fãs pelo Twitter na sexta-feira, 15, ao ser perguntado sobre se suas músicas tocavam no rádio: “Não. Sem rádio, televisão, gravadora, selo, produtor, empresário, sem nem estúdio pra gravar.” E é possível que ele faça muito sucesso assim como nos sugere a jornalista Kátia Abreu num artigo para o livro online “Para Entender as Mídias Sociais” (2011; organizadora Ana Brambilla):
“Não tem mais volta. A indústria da música demorou para aceitar (…) que não dá para pensar em novos modelos de negócio sem levar em conta as mudanças de comportamento trazidas pela popularização da Internet. Os artistas (principalmente os novos e independentes) e o público já tinham se dado conta disso tempos atrás, quando abraçaram, sem medo, as redes de compartilhamento P2P no começo do século XXI.”
O questionamento que muitos hoje em dia ficam quebrando a cabeça para responder é: como fazer grana do sucesso nas redes sociais?? Felizmente essa resposta já começou a ser respondida e mais uma vez parece que a coisa é bem democrática: quanto mais um artista tem talento mais pessoas curtem seu trabalho e mais ele passa a ser requisitado para compromissos profissionais.
O segredo passa por como construir e manter uma rede social com tamanho e qualidade.
Cícero não tinha conta no Twitter, mas alguns dias após o lançamento do disco providenciou uma e nesse meio tempo alcança quase 200 seguidores e centenas de citações; além do seu perfil no Facebook, curtido por quase 800 pessoas. No dia 21 também já estava no ar o clipe da faixa Tempo de Pipa:
Algumas faixas…
Em Vagalumes Cegos Cícero brinca de Construção do Chico Buarque jogando com trocadilhos melancólicos seguidos pelos versos que talvez sejam os mais citados até agora: “vamos ver um filme / ter dois filhos / ir ao Parque / Discutir Caetano / Planejar bobagens”.
João e o Pé de Feijão é uma música sobre perder alguém e sua batida sombria conduz a um final primoroso: “Ainda não fazem pessoas de algodão / Ainda não fazem pessoas que enxuguem / Suas próprias / Mágoas”.
Fico com Ensaio sobre Ela como minha preferida. Uma música que começa com trovoada e termina com o doce barulhinho da chuva e acreditando que um grande amor pode até recomeçar. ‘Eu não tenho um barco disse a árvore’, ao contrário, propõe uma ácida conclusão: “E diz que só queria descansar / De quem a gente mesmo escolheu ser.”
Outra referência que Cícero tem citado em entrevistas aparece na faixa ‘Pelo interfone’: “Fala pra ele / Do disco do Tom Jobim / Do seu apelido e de mim / E chora / Ah, Dindi / Se tu soubesses como machuca / Não amaria mais ninguém”
Com muita propriedade a Yasmin Muller do portal MTV escreveu sobre a estética musical de Canções de Apartamento: “a doçura delicada do violão com a dureza das guitarras distorcidas criam a atmosfera mundana e onírica das canções de Cícero, enquanto o acordeon presente em vários dos arranjos também contribui para nos levar a um mundo dos sonhos e pequenos grandes dramas.”
O cara
O Cícero estudou Direito, é carioca, além de cantar também compõe essas letras lindas e foi vocalista da banda Alice. Poderíamos pensar ‘será que o ele era daqueles meninos apaixonados por música que ficava em casa recortando imagens de seus músicos preferidos e colando num mural?’ É o que nos sugere a foto de divulgação de seu quarto que está no site e no mural dele tem Caetano, Mutantes, Tom Jobim, Milton Nascimento, Los Hermanos, Chico Buarque, Beatles “e mais 10 mil caracteres de gente”.
(Bate bola por e-mail)
-Qual teu histórico como músico, tu participou da Alice, que mais?
R: Gravei dois discos com a Alice. Mas sempre toquei, desde muito pequeno. Nasci, ouvi música e comecei a tocar. O histórico é basicamente esse…
- Como é e o que significa a parceria com o Musicoteca?
R: O Musicoteca é um site lindo que faz muito pela nova música. Não conhecia até eles publicarem meu disco, aí comecei a acompanhar. É feito por umas pessoas muito legais.
- Tu sofre com aquele problema do cara não ser reconhecido em termos de $$$ ou isso nunca foi um problema pra ti?
R: Não sou da geração que participou das grandes gravadoras e tudo mais. Não espero muito dinheiro com música, faço para as pessoas ouvirem. Só. Se o dinheiro vier, legal. Mas me viro pra ganhar dinheiro de outras formas.
- Tu falou em solidão, como foi tua infância?
R: Normal. Com coisas boas e ruins, como a de todo mundo…
- O Bruno e o Paulo são teus amigos? Como foi gravar com eles?
R: Sim, são meus amigos. O Paulinho tocava na Alice comigo. O Bruno tocava em uma banda chamada Fidelis e conheço ele desde o segundo grau. Gravar com eles foi perfeito. São amigos, talentosos e sensíveis. O que mais eu podia querer?
“Os jovens de Copacabana”
A Bossanova como movimento foi o resultado da participação de um grupo de músicos, produtores e jornalistas brasileiros. Sem dúvida essa conduta brasileira de reunir-se, de agrupar-se, de produzir um intercâmbio de conhecimento numa sociedade aberta a ideias e projetos, foram praticadas pelos inciadores do movimento e possibilitou o nascimento, crescimento e consagração internacional da Bossanova. [...] Existiu uma alta participação de todos no projeto, feito que demonstrou o que foi e segue sendo uma virtude dos músicos brasileiros: a integração sem mesquinhez. (pág.71)
Do livro A Bossanova e o Novo Tango de Enrique Strega (Ediciones Corregidor, Buenos Aires, 2009)
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Cometário: uma vez eu presenciei um músico convidando o outro para ir na sua casa. E ao que um perguntou o que deveria levar o outro contestou: traz apenas amor.
Na noite de sábado (07-05-11) o cantor gaúcho Filipe Catto teve sua estreia na televisão no programa Altas Horas da TV Globo. O apresentador Serginho Groissman fez questão de advertir na escalada: “no próximo bloco vamos apresentar uma grande voz.” Imediatamente fui remetido a um Fantástico de 21 de setembro de 2003 numa reportagem que Glória Maria iniciava dizendo “Guardem este nome, hein. Ma-ria Ri-ta”.
Filipe Catto é um artista preocupado com todos os detalhes de sua obra. Em seu trabalho de estreia, o projeto Saga, foi responsável desde as letras até o desenho da capa – que fez à mão. Eis que a faixa homônima é tema de Débora Bloch numa novela da TV Globo tocada em momentos em que a personagem está aprontando alguma safadeza. E cai como uma luva: Saga é um single malandro; e no conjunto coeso, maduro e com recursos musicais interessantes.
Catto escreve como gente grande com seus 23 anos: “Mas sei quando vem este sol despertar tua manhã ao meio dia / tua ressaca tem o gosto da minha boca” dispara o guri na bela Ressaca. Seu timbre é agudo e muitas pessoas ao ouvirem sua voz pela primeira vez lembram de Ney Matogrosso sendo que possivelmente neste quesito supere o ídolo dos Secos e Molhados. “Ele canta como mulher” me disse um amigo enquanto víamos o Altas Horas nessa noite de sábado. E qual o problema de cantar como mulher, lindamente como ele faz?
É evidente que uma aparição de Filipe Catto no programa da TV Globo não é uma mera coincidência. Músico desde os 11 anos, Catto fez por merecer pelo talento que possui. Mas dessa É a forma como ele entra definitivamente para o mundo da Indústria Cultural, como nos propõe o professor Francisco Rüdiger:
A transformação da cultura em mercadoria é resultado de um processo histórico por meio do qual a criação artística e literária passou a servir de campo para a acumulação do capital. Através dele, o público burguês e as massas urbanas se tornaram mercados das empresas de comunicação.
As atrações da TV brasileira, e especialmente as da Globo, se retroalimentam em programas de auditório com a participação de artistas que fazem parte de outros programas da grade. É uma maneira barata (pois um bom documentário da BBC pode custar milhões de euros) e eficiente do ponto de vista do marketing para vender esses programas e os produtos agregados (CDs, DVDs, xícaras, camisetas personalizadas…). Também é uma das razões para a baixa qualidade da programação nacional. Claro que esse não é o caso do programa de Serginho Groissman que se destacou com o seu Programa Livre, no SBT, um programa muito parecido com o Altas Horas – pela participação do público jovem falando o que vinha à cabeça – porém sem o desfile de celebridades.
RÜDIGER, Francisco. Comunicação e teoria crítica da sociedade.Porto Alegre: PUCRS, 1999.
Quando Cartier Bresson conheceu a Leica tudo mudou: uma câmera pequena, robusta e de fácil manuseio. Para o repórter que queria passar despercebido era o equipamento ideal. E além do mais a Leica era feita para fotografar de perto, e era ali que Bresson queria estar, com o pé no barro; registrando a História. Hoje recebi aqui em casa uma câmera pequena com recursos bem interessantes. Já tive uma câmera semiprofissional que se revelou um trambolho: um fator de repulsa em relação às outras pessoas; um equipamento considerado caro e por isso desejado por larápios — o que me impedia muitas vezes de fotografar nos lugares que mais gosto: as comunidades populares.
Eis que ontem na aula de telejornalismo o professor Sean, que já foi editor da RBS, me chamou atenção para um aspecto ético importante: quando estamos investidos da figura do repórter devemos dizer quem somos e desta forma conseguir colher as informações. No caso de uma reportagem em uma favela, por exemplo, é preciso dizer quem sou eu e o que estou fazendo ali naquela comunidade. As pessoas devem concordar em ceder imagens e dar depoimentos e não serem forçadas a isso. E estabelecer essa relação de confiança é um dos desafios de ser repórter.
Hoje em dia é muito comum aquilo que o professor Ungaretti chama de “fotocampana”. Ao contrários das leicas pequenas e ágeis; hoje em dia impera entre os profissionais o mercado das super câmeras cheia de recursos e lentes poderosas que permitem fotografar literalmente a quilômetros de distância. Imagens descontextualizadas, roubadas.
Sinto-me voltando à origem do fotojornalismo adquirindo um aparelho menor.
O álbum “Featuring” foi lançado no final do ano passado pela Norah Jones com interpretações de clássicos da música norte-americana, ao lado de uma galera que inclui Ray Charles (!), The Foo Fighters entre outros. Uma das canções que mais gosto deste Featuring é Ruler Of My Heart de um compositor negro de New Orleans que usava pseudônimo de Naomi Neville (era Allen Toussaint, um influente nome do R&B). A música fez grande sucesso no início da década de 60 na voz de Irma Thomas — também negra, também de New Orleans. E Irma fez ainda mais sucesso com a sua Time Is On My Side que acabou inspirando uma releitura homônima dos Rolling Stones em 1964.
Música de Brinquedo foi um presente que Fernanda Takay e o pessoal do Pato Fú nos proporcionaram em 2010! Músicas de adulto em covers para crianças – mas que os adultos também amaram! Esse é um disco gravado em ambiente familiar, com duas crianças nos backing vocals e perpassando nomes como Rita Lee, Roberto Carlos, Paul McCartney, Tim Maia, Temptations, Amelinha, Ritchie, Titãs e Paralamas do Sucesso.
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Ele sumiu um tempo mas os fãs ficaram gratos quando Paulinho Moska fez o lançamento duplo ‘Muito’ e ‘Pouco’, um trabalho com ar moderninho mas recheado de ótimas letras. Quem conheceu a música ‘Muito Pouco’ na voz de Maria Rita poderá também se agradar com esta versão cantada por seu compositor acompanhado de um violino nervoso.
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Muitas pessoas simplesmente não gostam da Vanessa da Mata, mas a verdade é que, um trabalho após o outro, ela emplaca ótimos singles que até os metidos a cult veneram. A Vanessa da Mata que gravou a super pop “Good Luck” não se resumiu a baladinhas e vem bastante improvisadora em “Bicicletas, bolos e outras alegrias” seu disco lançado em 2010. Eu sinto que ela possui um estilo bem próprio meio “surrealista” de compor e atuar.
Tirei uma tarde de domingo escaldante para ouvir alguns álbuns que eu considero os mais bacanas lançados em 2010. A música sempre age na minha vida como um ícone remetendo a sentimentos e vivências diversas. A maioria desses álbuns foram ouvidos em manhãs nubladas enquanto ia para o trabalho. Fizeram meus dias mais felizes.
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“Que lindo” é uma coletânea lançada neste ano com interpretações raras do Caetano Veloso entre 95 e 2007. Eu não conhecia até hoje quando fui vasculhar a discografia. Apesar de ser coletânea, incluir este álbum na lista serve para falar deste nosso grande compositor e intérprete cuja obra pude conhecer melhor nos últimos meses.
Tocava constantemente no rádio do carro o CD “O Bagulho é Doido” do MV Bill e a faixa “Língua de Tamanduá” chamava atenção com seu sampler da música “Qualquer Coisa” que abre o disco homônimo do Caetano lançado em 1975. Eu não conhecia “Qualquer Coisa” e vim a descobrir que tratava-se de um clássico. Esse disco do Caetano tinha três releituras incríveis de músicas dos Beatles (Eleanor Rigby, For No One e Lady Madonna) e foi lançado junto com outro álbum muito bom “Jóia”.
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Dois álbuns são apostas aqui de Porto Alegre cujo trabalho foi cristalizado este ano através do primeiro disco, ambos com o apoio do programa da Secretaria Municipal da Cultura, o FUMPROARTE (evidenciando a importância de ações como essas por parte do poder público).
A banda de rock O Apanhador Só aposta na irreverência e na beleza de suas letras. Misturando corpos estranhos como apitos, foles e tirando som até de uma roda de bicicleta, os rapazes ganharam destaque nacional e 2010 é definitivamente o seu ano.
A compositora e intérprete Gisele De Santi estudou música na Universidade Federal do RS e com seu disco homônimo nos deixa na dúvida se ela é melhor quando canta ou quando compõe. Uma garota que escreve como mulher madura, passeando por diversos estilos.
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Teresa Cristina já era um sucesso no Rio de Janeiro quando seu álbum foi lançado neste começo de 2010. “Melhor Assim” é um disco de samba. Predominam canções compostas por ela sozinha, além de três em parceria com Edu Krieger, Lula Queiroga e Arlindo Cruz. Destaque para “A voz de uma pessoa vitoriosa” e o samba está mais vivo do que nunca!